sábado, 5 de abril de 2014

Momento Didático-Pedagógico

Os três Momentos Didático-Pedagógicos

O trabalho pedagógico a ser desenvolvido com alunos surdos de acordo com Damázio (2005) a SEM deve estar pautados nos três momentos didático-pedagógicos em um espaço bilíngue para que favoreça o processo ensino aprendizagem.
Atendimento Educacional Especializado em Libras - objetiva trabalhar conteúdos curriculares da sala de aula comum, afim de garantir uma compreensão melhor das disciplinas oportunizados nas duas línguas. Mas é primordial que o professor do AEE tenha em mãos os conteúdos com antecedência, ou seja antes de ser aplicado na sala comum. Para este trabalho é preciso que o professor do AEE tenha conhecimento da Língua de Sinais, assim haverá uma interação entre professo X aluno. A organização didática desse espaço de ensino implica o uso de muitas imagens visuais e todo tipo de referências que possam colaborar para o aprendizado dos conteúdos curriculares em estudo, na sala de aula comum. Os materiais e os recursos para esse fim precisam estar presentes na sala de atendimento educacional especializado, quais sejam: mural de avisos e notícias, biblioteca da sala, painel de gravuras e fotos sobre temas de aula, roteiro de planejamento, ficha de atividades e outros.

O Atendimento Educacional Especializado para o ensino de Libras - busca garantir que o aluno tenha acesso a uma língua, uma vez que muitos surdos não tem. Enriquecer a aprendizagem, favorecendo assim o conhecimento e a aquisição, principalmente de termos científicos. O AEE irá proporcionar a aprendizagem por meio do professor e/ou instrutor de Libras (preferencialmente surdo) que deve organizar suas aulas de acordo com o estágio de desenvolvimento da Língua de Sinais em que o aluno se encontra, para então iniciar o seu trabalho usando muitas imagens visuais e de todo tipo de referência, também é necessário utilizar recursos pedagógicos, tais como: DVDs, livros, dicionários, materiais concretos entre outros.

Atendimento Educacional Especializado de Língua Portuguesa – objetiva desenvolver a competência gramatical e linguística, bem como a textual, para que os surdos sejam capazes de gerar sequências linguísticas bem formadas. Pautado nos princípios legais, o ensino da LÍNGUA PORTUGUESA para surdos deve estar embasado numa metodologia de segunda língua focalizada no estudo nos níveis morfológico, sintático e pragmático, ou seja, o processo de ensinar e de aprender esta língua situa-se na elaboração de textos com coerência. Para tanto, se faz necessário que o AEE de Língua Portuguesa, seja rico em diversidades textuais que garantam a familiaridade do aluno surdo com materiais impressos, buscando a priori significá-los através da Língua de Sinais.
Educação Escolar das Pessoas com Surdez 

A inclusão de surdos na rede regular de ensino trouxe muitas indagações, e é visto a real necessidade de uma mudança de postura da equipe escolar que venha a respeitar a singularidade linguística e cultural das pessoas surdas.
Vejo a pessoa surda igualmente capaz, apenas diferencia do ouvinte por sua língua e outros recursos viso-motora.
A proposta de educação inclusiva vai além da matricula ou de estar em sala de aula ou mesmo no Atendimento Educacional Especializado, pois é preciso ações que se efetive o processo inclusivo, onde não haja separações, mas onde se objetive desenvolver o potencial do aluno respeitando suas especificidades.
É visto nas falas de muitos educadores ao receber alunos surdos a defesa de não estar preparado pelo fato de não saber língua de sinais. Acordamos que o aluno é da escola por isso a necessidade de trabalhar em equipe na busca de práticas educativas para sanar o fracasso escolar que não depende exclusivamente da Língua/comunicação, mas de outros fatores relevantes ao processo ensino-aprendizagem. 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Surdocegos em busca da comunicação

História de coragem, determinação!


Artigos para Aprender

Artigos para Aprender

Comunicar é preciso

Os Meios de Comunicação do Surdocego

* Alex Garcia
No desenvolver deste artigo, abordaremos aquilo que para muitos significa o único caminho a seguir para desfrutar de um desenvolvimento e de uma vida de relação, digamos, um tanto mais potencial. Este caminho que falamos é o da comunicação. Não há nada sem comunicação e nada pode ser vista fora dela. Mesmo assim, considerando a causa e efeito de todo e qualquer desenvolvimento, muitas vezes buscamos aprender e ensinar, sem realmente conseguirmos nos comunicar adequadamente com nossos semelhantes e com nosso mundo. Desta forma organizamos este trabalho, tendo em conta os meios de comunicação comumente usados por indivíduos Surdocegos, com o objetivo de demonstrar o quanto é salutar e jovial o espírito humano para se comunicar.
Nosso destino reservou-nos, muitos pensam assim, uma das piores deficiências que pode existir em um ser humano - a surdocegueira. O destino nos tira a cada dia que passa um pouco mais de nossa visão e de nossa audição. Para muitos de nós, estes dois preciosos sentidos, não existem mais, para outros tantos, eles nem sequer chegaram a surgir. Mas apesar de nossa deficiência, que nos reserva surpresas a cada instante, muitas, assustadoras, que fazem nosso coração e mente dispararem, buscando abrigo, segurança num mundo profundo, na maioria das vezes sem luzes nem som, mas que ainda há um pouco de ar para nos mantermos vivos.
Assim somos desejosos de nos comunicarmos com o mundo que nos cerca. Queremos conhecê-lo, experimentá-lo, fazer-nos sentir parte dele, enfim respirar o ar que ainda resta. A comunicação para nós surdocegos tem uma importância crucial em várias áreas de nosso desenvolvimento. Toda nossa aprendizagem, por exemplo, passa exclusivamente por uma adequada comunicação. Não podemos aprender e posteriormente ensinar se não nos for transmitido toda e qualquer mensagem de uma forma clara e precisa, mas não menos potencializadora de nosso pensamento.
Nossa vida de relação também sofre defasagem conseqüente de nossa deficiência. A interação e as constantes trocas com nosso meio, para muitos acontecem de forma obscura e para outros, inexistem, a não ser que tenhamos algo ou alguém para nos colocar em "contato" com nosso mundo. Tanto a aprendizagem quanto às relações que estabelecemos com nosso mundo, devem e são encarados como fatores indispensáveis para nossa boa - dentro de nossas características - saúde física e mental. Muitos por não terem experienciado nenhum tipo de interação, não terem sentido e conseqüentemente respondido a alguns estímulos básicos, ou até mesmo, não terem sido compreendidos pelo seu mundo, mergulharam tão fundo em sua solidão que hoje constituem casos graves e até mesmo irreversíveis de isolamento. Dessa forma, nossa mão se abre. Abra a sua e vamos partir para uma viagem à um mundo singular, onde as relações com a realidade acontecem através do prazer infinito de se comunicar.
Meios de Comunicação
INTÉRPRETES E LÍNGUA DE SINAIS - O meio mais comum.
Nascendo-se surdo, a língua materna é a de sinais. O acréscimo da perda visual restringe seu uso conhecido, visuo-espacial, para ser adaptada, tornando-se, cinestésica-espacial, ou seja, o surdocego visualiza mentalmente características de cada sinal através do movimento. Já o intérprete do surdocego que na maioria das vezes exerce também a função de guia, guia-intérprete, é um agente extremamente capacitado. É através dele que a pessoa surdocega alcança o mundo circundante. É imprescindível que o guia intérprete conheça os meios de comunicação comumente utilizados, para que possa comunicar-se eficazmente com o surdocego.
CCTV: Apoio de Leitura
O CCTV amplia a figura até sessenta vezes o seu tamanho. Com sua ajuda pode ler e escrever mesmo que a visão residual seja muito pobre.
BRAILLE
A técnica Braille consiste-se de pontos em relevo que combinados formam letras. Para escrevê-los usamos uma chapa, também chamada de reglete, e um punção. Usamos também uma Brailler - máquina de escrever constituída de seis teclas. Uma característica importante da técnica Braille, é que ela independe de materiais físicos como o reglete, o punção ou a Brailler para ser comunicativa. Apenas devemos entender que a técnica Braille constitui-se de "seis pontos não obrigatoriamente em relevo" para estabelecer uma comunicação, ou seja, onde houver a possibilidade de trabalharmos "seis pontos" a técnica braille estará sendo usada e bem aceita.
TELLETHOUCH - Aparelho de Conversação
Este aparelho tem teclado de uma máquina Braille e um teclado normal. O teclado Braille assim como o teclado normal levantam na parte de trás do aparelho uma pequena chapa de metal, a cela Braille, uma letra de cada vez. A Tellethouch constitui-se, apesar de sua idade de criação, um dos principais meios de interação do surdocego com outras pessoas. Ao interlocutor do surdocego basta saber ler. Sabendo ler pressionará as teclas normais da tellethouch como se estivesse redigindo um texto escrito qualquer.
TABLITAS DE COMUNICAÇÃO
Fabricadas em plástico sólido, representam em relevo as letras e os números ordinários, assim como, caracteres do sistema Braille. As letras e os números estão superpostos aos caracteres Braille. O dedo da pessoa surdocega é levado de uma letra/número a outra(o) ou de um caractere à outro, estabelecendo desta forma a comunicação.
DIÁLOGOS - Fala Escrita
O diálogo inclui uma máquina Braille/aparelho de escrita, uma máquina de escrever eletrônica, um gravador e uma conexão telefônica. A pessoa surdocega escreve na máquina Braille. O texto é impresso no papel da máquina de escrever para a pessoa vidente ler e vice-versa. As conversas podem ser estocadas na memória do aparelho se assim for desejado. A pessoa que receber a conexão de telefone precisa do diálogos, um teletexto, uma impressora equipada com modem de um computador.
ALFABETO DACTICOLÓGICO
Cada uma das letras do alfabeto corresponde a uma determinada posição dos dedos da mão. Trata-se do alfabeto manual utilizado pelas pessoas surdas. Apenas que neste caso está adaptada à versão tátil.
LETRAS DE FORMA
Encontra aqui um método verdadeiramente simples. A única condição necessária para que funcione é que nosso interlocutor conheça as letras maiúsculas do alfabeto: As letras são feitas na palma da mão, ou em qualquer outra parte do corpo do surdocego, uma sobre a outra. O próprio dedo indicador do interlocutor, ou o dedo do surdocego é usado como caneta. TADOMA
Quando falamos em tadoma, estamos nos referindo ao método de vibração do ensino da fala. A criança que está sendo ensinada no tadoma tem que colocar uma e inicialmente às duas mãos na face da pessoa que está falando. Com bastante treino e prática a possibilidade de se comunicar através deste método tende a ser grande.
SISTEMA PICTOGRÁFICO
Os símbolos de comunicação pictóricos - Picture Communication Symbols (PCS) fazem parte de um Sistema de Comunicação Aumentativa (CAA) que se referem ao recurso, estratégias e técnicas que complementam modos de comunicação existentes ou substituem as habilidades de comunicação existentes. Em síntese, o sistema pictográfico consiste-se de símbolos, figuras, etc, que significam ações, objetos, atividades que entre outras características podem servir como símbolos comunicativos, tanto receptivamente quanto expressivamente.
CONCLUSÃO
Em síntese a esta pequena contribuição gostaríamos de deixar claro que a qualidade essencial de qualquer vida satisfatória e recompensadora passa quase que exclusivamente por uma interação entre as pessoas. Há pessoas surdocegas que não possuem desenvolvida uma linguagem formal. Ainda assim, elas tem, uma consciência muito forte de outras pessoas, situações, ambientes, objetos, etc....Desta forma que acreditamos que comunicação não é apenas linguagem. Comunicação pode ser a "Linguagem Interna" que é construída de experiências de vida e esta, tem um poder tão grande que foge aos sentidos humanos; tem entre outras qualidades, a luz, o som, o ar, o toque, o movimento, a sabedoria e o talento.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Comunicate Com Nosotros. Fundación ONCE Lerner Printing, S.A Madri, 1990.
Johnson, Roxanna M. The Picture Communication Symhols Guide Mayer - Johnson Company, 1998.
Shields, Ioan. Tadoma: O Método de Vibração do Ensino da Fala - Tolking Sense . Vol 34, nº 4 Winter 1988.
The Finnish Daf - Blind Association. Os meios de Comunicação do SurdocegoMimiografado, não datado.
* Pessoa Surdocega. Presidente da Agapasm. Escritor. Especialista em Educação Especial. Vencedor II Prêmio Sentidos. Rotariano Honorário - Rotary Club de São Luiz Gonzaga-RS. Líder Internacional para o Emprego de Pessoas com Deficiência Professional Program on International Leadership, Employment, and Disability (I-LEAD) Mobility International USA / MIUSA. Membro da World Federation of Deafblind - WFDB. Membro da Aliança Brasileira de Genética. Colunista da Revista REAÇÃO e do Portal Planeta Educação. Consultor da Rede Educativa Mundial - REDEM. Consultor Instituto Inclusão Brasil

FONTE: http://www.agapasm.com.br/artigo003.asp - ACESSO EM 04/04/2014 às 9:42.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O que é audiodescrição?

O recurso consiste na descrição clara e objetiva de todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela.
A audiodescrição permite que o usuário receba a informação contida na imagem ao mesmo tempo em que esta aparece, possibilitando que a pessoa desfrute integralmente da obra, seguindo a trama e captando a subjetividade da narrativa, da mesma forma que alguém que enxerga.
As descrições acontecem nos espaços entre os diálogos e nas pausas entre as informações sonoras do filme ou espetáculo, nunca se sobrepondo ao conteúdo sonoro relevante, de forma que a informação audiodescrita se harmoniza com os sons do filme.

fonte:  http://audiodescricao.com.br/ad/o-que-e-audiodescricao/

terça-feira, 27 de agosto de 2013

AEE Fechamento_Lucelia

O que você aprendeu sobre o papel do professor do AEE 
na escola e na sala de SRM?
       O papel do professor de AEE é de suma importância a toda comunidade escolar e sociedade. É o professor do A.E.E o responsável pela informação necessária a todos envolvidos no processo educacional sobre o processo inclusivo. É um articulador, a fim de viabilizar o acesso e permanência do aluno com deficiência, sendo que para tal há necessidade de elaborar o plano de atendimento individual afim de que possamos atender de fato as especificidades de cada aluno, por meio de estratégias e adaptações curriculares. Lembrando que se trata de um trabalho coletivo, onde há uma integração entre escola, família, professor do AEE e Professor da sala regular e o próprio aluno envolvido. E assim com a efetivação do trabalho a comunidade escolar possa estar sensibilizando a sociedade da importância da inclusão para as pessoas com deficiência, como também a sociedade em geral. 


Qual a importância do estudo de caso para o desenvolvimento do trabalho do professor do AEE?

          O estudo de caso é uma ação pedagógica que possibilita ao professor do A.E.E acesso a  informações necessárias para a aplicabilidade e efetivação do trabalho de forma significativa dando suporte a elaboração do plano de atendimento.



·      De que forma o plano do AEE contribui para a aprendizagem e desenvolvimento dos alunos atendidos na SRM?

         O Plano do AEE  é um grande aliado para o processo ensino-aprendizagem proporcionando o desempenho do aluno atendido na sala de recursos/ou multifuncional. É através da elaboração do plano que traçamos objetivos, estratégias de ensino de acordo com a necessidade do aluno e durante o processo é feito a analise de desempenho e após é feita uma reestruturação do plano.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

ARTES


A inclusão e expressão dos surdos por meio da arte

Por Heloisa Bezerra

artigo_graciliano-paes 


Eles são mais de cinco milhões de pessoas no Brasil, segundo o censo do IBGE realizado no ano 2000. Diariamente, enfrentam uma série de dificuldades relacionadas à comunicação, pois sua língua materna não é o português. Nem todos compreendem a língua portuguesa. Comunicam-se através de Libras, a Língua Brasileira de Sinais, uma das línguas oficiais do Brasil. Comemoram, no dia 26 de setembro, o Dia Nacional do Surdo, data que marca a luta da comunidade surda por inclusão e acessibilidade e que presta uma homenagem à inauguração do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), primeira escola brasileira voltada para o ensino de surdos, fundada em 1857.
No Brasil, a comunidade surda, apesar de numerosa, é pouco percebida pela sociedade. Por barreiras linguísticas, os surdos muitas vezes são impossibilitados de exercerem a sua cidadania. Como participar de uma audiência pública se não há interpretes disponíveis? Ou, ainda, como ter acesso a serviços básicos e garantidos pela Constituição como saúde e educação se nas escolas, nos hospitais e postos médicos há uma deficiência de profissionais que sabem Libras ou que são capacitados para a interpretação? Assim, os surdos tornam-se estrangeiros em seu próprio país.
Em 2005, foi editado o decreto n 5.626, que regulamenta a lei n 10.436 e trata da garantia do direito à educação por meio da língua de sinais, instituindo a presença obrigatória de intérpretes em estabelecimentos públicos de ensino, a fim de possibilitar o aprendizado de alunos surdos. Na prática, entretanto, isso nem sempre acontece. Além disso, poucos professores sabem Libras e são capacitados para trabalhar com metodologias adequadas para o ensino de surdos. Crianças surdas devem ser alfabetizadas primeiro em Libras – sua língua materna – e depois em português para facilitar o processo cognitivo de aprendizado. Essa deficiência do sistema de ensino contribui com a construção de um abismo entre surdos e ouvintes, visto que torna ainda mais difícil o aprendizado da língua portuguesa para os primeiros.
Nesse contexto, as artes, sobretudo as visuais, surgem como um canal capaz de gerar mudanças. A imagem, concebida pela fotografia, por vídeos ou pinturas, por exemplo, pode ser utilizada como uma poderosa ferramenta pedagógica e comunicacional. Ela comunica a partir do momento em que é pensada, produzida, até quando é contemplada por outras pessoas, ocasionando reações, reflexões e sentimentos distintos. No caso de pessoas surdas, os estímulos visuais são ainda mais importantes, pois são sua principal forma de comunicação com o mundo, já que seus olhos fazem também o papel dos ouvidos. Além disso, a participação em atividades culturais estimula a criatividade e o pensamento crítico, contribuindo com o desenvolvimento de cada um.
Com a criação de imagens e a divulgação das mesmas, pessoas surdas assumem o papel de produtoras de bens culturais. Elas passam, assim, a inserir seus discursos na sociedade, dando visibilidade a temas que lhe são importantes, expondo suas ideias e concepções de mundo. Por meio da arte, os surdos dialogam não só com os seus familiares e pessoas próximas, mas também com a sociedade na qual estão inseridos. Isso toma proporções ainda maiores com a internet, que ultrapassa qualquer fronteira geográfica. Há, dessa forma, uma democratização da informação, através da inserção do discurso de grupos que historicamente são excluídos dos meios tradicionais de comunicação. Por isso, é de extrema importância a criação e desenvolvimento de iniciativas que se utilizem da arte para garantir a inclusão de pessoas com deficiência.
Por último, a democratização da cultura enriquece a produção cultural do País e traz benefícios a todos. Este é, no entanto, apenas o primeiro passo na busca de um modelo de sociedade mais justo. É preciso perceber a necessidade de criar oportunidades para que as pessoas cresçam, ocasionando, consequentemente, o desenvolvimento da sociedade como um todo. Não é apenas conviver com a diferença, mas valorizá-la.


Heloisa Bezerra é formada em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco. Trabalha como assessora de comunicação no FotoLibras, projeto de fotografia participativa com surdos que utiliza a fotografia como meio de expressão e comunicação, a fim de aumentar a visibilidade e a inclusão da comunidade surda na sociedade.
Colaborou com este artigo André Luiz Lemos de Souza, coordenador surdo do FotoLibras, que foi aluno do curso de fotografia oferecido pelo projeto em 2007.
Crédito foto: Graciliano Paes – aluno da primeira turma FotoLibras (2007)



quinta-feira, 30 de maio de 2013

PLANO VIVER SEM LIMITES


                      http://www.4shared.com/office/9862loQS/AEE_1aS_Convencao_Sobre_os_Dir.html